
Manoel Dias nega envolvimento com irregularidades: "Nunca me envolvi em corrupção"
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A Polícia Federal concluiu inquérito sobre desvio de recursos do ministério e pediu, na semana passada, à Justiça Federal que remeta o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja aberto um inquérito contra o pedetista. Por ser ministro, Manoel Dias só pode ser investigado pelo Supremo.
De acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira (3) pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Federal encontrou fortes indícios da participação do ministro em um esquema que empregava militantes do PDT como funcionários fantasmas na ONG ADVale que possuía convênios com o ministério. A ONG, que recebeu R$ 11 milhões do ministério, é de Santa Catarina, estado natal de Manoel Dias. “Nunca me envolvi em corrupção”, disse o ministro ao Estadão.
Para Rubens Bueno, Dilma já deveria ter demitido o ministro em setembro do ano passado, quando uma operação da Polícia Federal apontou envolvimento de integrantes do ministério em um esquema de fraudes em licitações, prestação de serviços e produção de eventos turísticos e artísticos. A estimativa é que o prejuízo aos cofres públicos, nesse caso, tenha chegado a R$ 400 milhões. A Operação Esopo resultou na queda do então secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto dos Santos Pinto, um dos alvos da investigação.
“Naquele momento toda a equipe do ministro estava envolvida com o esquema e já havia fortes indícios da participação do Dias no episódio. Agora temos a PF pedindo o seu indiciamento por acreditar no seu efetivo envolvimento. A presidente Dilma deveria dar uma resposta à altura e não tolerar práticas de corrupção, mas faz justamente o contrário”, criticou o líder do PPS.
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