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Manifestação de mulheres por igualdade de gênero. Foto: Agência Brasil

O discurso de ódio às mulheres como alavanca pra ganhar (muito) dinheiro

16.12.2024 12:19 2

Coluna Opinião Em
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2 respostas para “O discurso de ódio às mulheres como alavanca pra ganhar (muito) dinheiro”

  1. IJALMAR MAIA NOGUEIRA disse:

    Caro Paulo,
    Você menciona a necessidade de contextualizar passagens do texto bíblico, a exemplo de “leituras e interpretações literais, fundamentalistas ou enviesadas”. Junte essa sua observação à reação da ministra Aniele Franco (“Me impacta saber que as pessoas estão ganhando dinheiro com isso. Quantas vezes a gente [do governo federal] lançou conteúdos que não chegaram a esse número de visualizações”) e aí se desenha a complexidade desse tema.
    Se há público maior (visualizações) para os difusores de informações maldosas, o governo fracassa na divulgação de seus conteúdos porque ignora o charme do mal e, mais ainda, desconsiderou as características e desejos do público que pretende alcançar.
    É sabido: mentalidade não se muda por decreto, nem por boas intenções. A visão caolha sobre a mulher vem de longe, está na Bíblia, e se junta ao mistério que adorna o mal de enorme charme. O mal é atraente, sedutor e captura as almas supostamente indefesas com mais eficiência do que o bem.
    A moldura protetora dessas duas dimensões somadas não é a impunidade, mas sim a tolerância e complacência dos homens e o comando deles nas instituições de poder. Lembremos, sobre isso, o entendimento escroto, conhecido pelo nome “em defesa da honra”, que prevaleceu até nossos dias no Judiciário do estado de Minas Gerais para proteger maridos e amantes assassinos de mulheres.
    Nesse sentido, o texto bíblico padece de datatísmo. A escravidão é menos evocada, mas também aparece no Livro Sagrado de forma naturalizada. Ao tratar do adultério, o Evangelho de Mateus municia os pastores ciosos por rebanhos de fiéis incautos para robustecer o faturamento do dízimo em outra vertente do fascínio que o mal exerce em mentes socialmente deformadas. Os influenciadores seguem o mesmo método. E assim, três perguntas nos colocam diante dessa problemática: primeira, o que a criança ouve no âmbito familiar sobre a mulher?; segunda, o que e como as escolas ensinam nos primeiro e segundo graus sobre a mulher; terceira, de que forma o arcabouço institucional tratou e trata os direitos da mulher?. As respostas explicam cabalmente o conteúdo denunciativo do artigo “O discurso de ódio às mulheres como alavanca pra ganhar (muito) dinheiro”.
    Ijalmar M Nogueira
    Jornalista

  2. Luis Sousa Lima disse:

    Gente que segue o exemplo do atual pres. da Câmara, Arthur Lira, que tem uma horrenda história de agressões e violências. Inclusive, contra sua ex-esposa.

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