Twitter remove vídeo de Roberto Jefferson com incitação à violência

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) teve uma publicação removida pelo Twitter na noite deste domingo (4). No vídeo, o ex-parlamentar condenado por corrupção no Mensalão e aliado do presidente Jair Bolsonaro, incitava a reação de "cristãos" ao fechamento de igrejas como medida para conter o coronavírus.

"Vinte cristãos de uma igreja, decididos, precisam deste instrumento aqui. Isto é uma balaclava. Porque a hora que chegar o satanás para fechar a igreja, você não pode respirar o ar do satanás para  não adoecer. Então o satanás vai chegar: vocês fecham a porta da igreja e todo mundo de balaclava", dizia na publicação removida de um perfil não verificado, já que sua conta está retida pela rede social.

A abertura de templos durante a pandemia tem sido uma das principais pautas da bancada evangélica e dos representantes de igrejas em conversas com o presidente Jair Bolsonaro. Neste fim de semana, o Pastor Silas Malafaia, presidente da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado do chefe do Executivo publicou em suas redes sociais um vídeo comemorando a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, que impedes prefeitos e governadores de barrarem a realização de missas e cultos religiosos como forma de evitar o contágio pelo coronavírus.

De acordo com informação da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Gilmar Mendes deve vetar cultos e missas em São Paulo e vai mandar a decisão para Plenário, para que o entendimento seja válido em todo o país.

"Quando é para soltar bandidos, proibir ações policiais nas favelas, ou prender quem critica o STF, as decisões podem ser monocráticas. Entretanto, uma decisão que desagrada a imprensa e a esquerda, como essa de liberar cultos presenciais nas igrejas, tem que levar a plenário", disse Roberto Jefferson em seu perfil extraoficial.

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