Levy Fidelix, presidente do PRTB, morre em São Paulo

O presidente do PRTB, Levy Fidelix, morreu na noite desta sexta-feira (23), aos 69 anos. A informação foi confirmada pelo partido em uma publicação no Twitter. O fundador do PRTB estava internado desde março em um hospital particular em São Paulo. A família não informou a causa da morte.

A cineasta Sandra Terena, esposa do blogueiro conservador Oswaldo Eustáquio, investigado no inquérito que apura a promoção de atos antidemocráticos e próximo de Fidelix, disse que a causa da morte foi por covid-19.

"Com tristeza, informo o falecimento de um pioneiro do conservadorismo no Brasil, Levy Fidelix por covid-19. O óbito foi confirmado às 20 horas desta sexta-feira (23). Que o Espírito Santo console a família. Meu marido, o jornalista Oswaldo Eustáquio foi um grande amigo de Levy".

Fidelix era apoiador de Jair Bolsonaro e do vice-presidente Hamilton Mourão, que é filiado ao PRTB.

Em 2014 concorreu à presidência e apoiou Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno, que perdeu a eleição para Dilma Rousseff. A passagem de Fidelix pela corrida eleitoral ficou marcada por uma declaração homofóbica durante um debate na televisão.

"Me desculpe, mas aparelho excretor não reproduz. É feio dizer isso, mas não podemos jamais deixar esses que aí estão achacando a gente no dia a dia [gays], querendo escorar essa minoria à maioria do povo brasileiro", disse na ocasião. A repercussão da fala fez com que diversos grupos convocassem eventos contra a homofobia nas redes sociais.

Trajetória

Formado em Comunicação Social, Fidelix começou sua carreira como publicitário. Trabalhou nos jornais Correio da Manhã e Última Hora, e foi um dos fundadores das revistas Governo e Empresa e O Poder. Na década de 1980 trabalhou como apresentador de TV.

Em 1986 se candidatou à sua primeira eleição para deputado federal por São Paulo, mas não se elegeu. Foi assessor de comunicação na campanha de Fernando Collor de Mello (Pros-AL) para a presidência.

Em 1996, foi candidato à prefeitura de São Paulo e, em 1998, a governador do estado. Também não se elegeu.

Em 2002 teve mais uma tentativa de governar São Paulo, novamente sem sucesso. Saiu para vereador em 2004 e a deputado federal em 2006. Não conseguiu se eleger em nenhum dos casos.

Em 2008 foi candidato a prefeito de São Paulo e ficou fora do segundo turno. Já em 2010, concorreu à Presidência da República, e ficou em sétimo lugar. Em 2011, tentou novamente a prefeitura de São Paulo, outra vez sem sucesso.

Apoiador de Jair Bolsonaro, Levy foi cotado para a vice-presidência na chapa com o PSL em 2018. No entanto, acabou concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas sem conseguir se eleger.

A última disputa eleitoral foi no ano passado, quando tentou a prefeitura de São Paulo. Nesta eleição, tentou o apoio de Jair Bolsonaro, mas o presidente optou por apoiar Celso Russomanno (Republicanos-SP).

Sua grande bandeira política foi a construção do aerotrem, um projeto de trem-bala que ligaria Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro.

Pelo Twitter, políticos lamentaram a morte de Fidelix:

> “Trairagem” e “jogo combinado”: deputados reagem à entrevista de Wajngarten

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