
Um ano depois de pedir renúncia de Temer, Ronaldo Fonseca vira ministro do presidente

Reprodução do tuíte publicado pelo então deputado um dia após revelação das gravações da delação de Joesley Batista
Ronaldo Fonseca é deputado licenciado pelo Distrito Federal. Apoiou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), atualmente preso em Curitiba, e votou contra a reforma da Previdência. Apesar do apelo pela renúncia, o deputado se posicionou contra a autorização para o Supremo Tribunal Federal examinar as duas denúncias criminais contra o presidente.
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“Acatar a denúncia contra Temer é dar a ele o foro privilegiado. Suspender a denúncia é dar a ele o julgamento pelo juiz Moro”, justificou-se na ocasião.
O deputado foi desfiliado do Podemos, do pré-candidato à Presidência Alvaro Dias, depois que aceitou assumiu o ministério.
Segundo o Estadão, a escolha do deputado foi um aceno de Temer aos evangélicos, um dos principais alvos do ex-ministro Henrique Meirelles, pré-candidato à Presidência pelo MDB. Pastor, Ronaldo Fonseca é coordenador da bancada da Assembleia de Deus na Câmara dos Deputados.
Ao empossar o novo ministro, Temer disse que ele tem “vocação para o diálogo e para a conciliação”. Ronaldo disse ao jornal paulista que “ingressa no governo por ter ótimo trânsito com os políticos, aspecto importante para a coordenação do maior programa do governo federal, o Avançar”. Ele assumiu a pasta no lugar de Moreira Franco, deslocado para o Ministério de Minas e Energia.