Secom: o Ministério da Propaganda de Bolsonaro

Ronan Botelho*

Estamos diante de uma tentativa de repetir a história. O governo Bolsonaro, por meio de seu ministro da Propaganda, Sr. Fábio Faria, quer repetir várias vezes mentiras para torná-las verdade. Isso te lembra algum episódio histórico?

Vamos refrescar a memória.

Na Alemanha Nazista, o Ministro da Propaganda, Joseph Paul Goebbels, dizia que “uma mentira várias vezes dita, torna-se verdade” o que é verdade até certo ponto. Na época esse procedimento funcionou como sabemos.

E ainda, aumentando ao fato de Hitler queimar livros, cancelar pensadores e distribuir gratuitamente rádios para o povo acompanhar seus discursos pessoais ou de apoiadores de seu sangrento governo. Assim, os alemães só tinham um meio de comunicação disponível, e foi o que deu sustentação de apoio às mentiras do fuhrer nazista.

Por sorte da nossa luta histórica, atualmente, mesmo que tentem implantar a escravização de consciências no Brasil, não irá funcionar. Como conhecemos já foi tentado algo igual no Golpe de 1964, ou seja: manter a imprensa calada e a educação em péssimos patamares.

Frisa-se: mesmo que tentem não irá funcionar.

A árvore da educação nasce e gera frutos em todo lugar, mesmo no deserto social criado por uma pandemia. Na década de 1960, Paulo Freire (Recife, 1921 – 1997), já sabia disso e lutou pela nacionalização da educação no Brasil. E, por isso, o aludido professor pernambucano é um dos grandes algozes do regime militar.

Diz o ditado popular que “só leva pedrada árvore que dá frutos”. Vejam a prova do acima alinhavado: hoje, mesmo sem saber quem foi ou o que fez, apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro, vulgar e comumente, atacam de forma voraz a figura do educador Paulo Freire.

Em parco resumo de dois parágrafos, apenas como ilustração do que ainda será defendido nesta prosa. Paulo Reglus Neves Freire, ou apenas Paulo Freire, foi o responsável pela popularização da educação no Brasil. Ele acreditava, hoje sabemos que estava correto, que apenas a educação poderia salvar o povo da miséria e dos controles de consciência, principalmente dos políticos em detrimento a toda nação.

Por sorte, Paulo Freire conseguiu implantar suas teses pedagógicas antes do golpe militar em 1964, e ao longo dos anos essa semente germinou e cresceu. Criando uma geração de jovens conscientes e adeptos à liberdade, democracia e igualdade perante à lei. Uma geração que percorreu o Brasil inteiro levando coragem e espírito de mudança, derrubando o Regime Militar em meados de 1985.

É necessário ler as obras e biografia do professor Paulo Freire para ver que foi um dos máximos brasileiros da história. Com justo reconhecimento mundial. Por fim, hoje com os avanços tecnológicos temos métodos pedagógicos mais modernos, sendo um enorme anacronismo a crítica ao método Paulo Freire. É por isso que os restos dos defensores do regime antidemocrático odeiam tanto o professor Paulo Freire. E espalham inverdades sobre o velho e incansável mestre.

O viés de cancelar um expoente da pedagogia mundial é certamente por não quererem ver o povo brasileiro conscientes e lúcidos. Preferem que sejamos escravos e pessoas robotizadas para manipular como bem entenderem.

Hoje a tecnologia esta a favor da democracia e liberdade. Por mais que usem para propagar mentiras e ódio, como é o caso da Secom, e muita gente caia nessa arapuca antiga, não alcançam a maior parte da população brasileira. A maioria maciça procura mais de um local para formar suas convicções.

Jair Bolsonaro, Fábio Faria e demais integrantes deste grupo são considerados uma grande piada para a maioria do povo brasileiro.

Além do mais, pessoas que não possuem capacidade intelectual de diferenciar a verdade e mentira do que recebe nos grupos pró-Bolsonaro e espalhados pela Secom; não possuem valores e princípios, apenas ego e falsa valentia, logo surge outro expoente falando mais alto que o atual, e assim seguiram este outro mito.

A população é intelectualmente diversificada. Mas, a educação sempre vence no final, basta olhar a história.

Em suas lives com viés terroristas, o presidente Jair Bolsonaro, negou em todo o ano de 2020 a compra de vacinas, chegou, como é sabido no mundo todo, a comparar com o fato da Guerra das Vacinas em 1900, que julgavam que ao tomar o ser humano poderia virar animal, neste caso jacaré.

E agora, ao ter perdido suas ilógicas batalhas em prol da sua cloroquina para a vacina mundial, quer ser o pai desta salvação. Espalhando aos cantos do Brasil, através da SECOM, que sempre esteve ao lado da ciência e tecnologia.

É muita maldade querer ver uma nação de joelhos para satisfazer desejos pessoais e projetos de poder. Somente alguém doente ao ponto de ser capaz de defender torturadores ou negar eficiência de vacina pode ter tal ambição.

É cediço que contra dados não há argumentos. O desmanche no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE organizado pelo Governo Bolsonaro é um claro ataque à nação brasileira inteira. Impedir a coleta de informações verdadeiras nos quatro cantos do país é uma nítida intenção de não mostrar a realidade. Trata-se de manipulação, de um crime.

*Ronan Botelho é advogado, filósofo e criador do Movimento Reforma Brasil.

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para redacao@congressoemfoco.com.br.

Continuar lendo