Encruzilhada

Todo mundo lá no sul dos Estados Unidos conhece a história de Robert Jonhson e do pacto que ele fez com o diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi. Dizem que o demo apareceu para Robert, tomou seu violão e afinou-o um tom abaixo. Foi depois disso que ele fez as famosas gravações no Texas, em novembro de 1936 e em junho de 1937, que revolucionaram o blues e toda a história da música norte-americana. Um ano depois, Johnson morreu, depois de beber em um bar uísque envenenado com estricnina. Dizem que ao sair do bar, ele foi perseguido por enormes cães pretos. Foi encontrado morto mais tarde, todo ensangüentado, mordido pelos cães e com feridas em forma de cruz pelo corpo. Morreu de olhos abertos e com expressão tranquila.

Foi o Felipe Costa quem lembrou aos Stolen Boys no Brasil da história de Robert Jonhson. E não é que os garotos de New Orleans encontraram – aqui, nessa cidade sem esquinas – uma encruzilhada parecida com aquela do Mississipi? Pois é ...

Encruzilhada (ouça aqui e acompanhe abaixo a letra)
(Sobre Crossroads Blues, de Robert Jonhson)

Eu fui no Congresso
Pra beijar a mão do cão
Eu fui no Congresso
Pra beijar a mão do cão
Eu fiz um pacto com o demo
Pra governar a nação

Eu fui a Brasília de
Carona com o Luiz
Foi ele quem me deu os toques de como
Governar esse país
Mas os caras tomaram conta
Não foi isso que eu quis.

Me acode agora
Meu amigo Louis Squidd
Alguém chama logo
Meu amigo Louis Squidd
Avisa a ele que com esse pacto
Meu governo virou um cabide.

Eu fui no Congresso
Pra beijar a mão do cão
Eu fui no Congresso
Pra beijar a mão do cão
Santo Marighella me perdoe mas
O Sarney agora é meu patrão

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