Senador flagrado com dinheiro na cueca poderá voltar ao cargo, decide Barroso

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), afastado do cargo desde que foi flagrado com dinheiro na cueca em uma operação da Polícia Federal, poderá retomar o cargo.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não prorrogar o afastamento temporário do parlamentar de suas funções. Portanto, o senador poderá, novamente, ocupar a cadeira.

Em decisão desta quarta-feira (17), Barroso considerou que o parlamentar pode voltar a compor o Senado, uma vez que não há novos requerimentos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o roraimense.

Veja a íntegra da decisão:

O ministro determinou, porém, que Rodrigues não pode compor a comissão destinada a acompanhar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas à covid-19. A prisão foi ordenada justamente porque o senador integraria uma organização de desvios de verba para o combate à pandemia em Roraima.

A decisão de mantê-lo afastado da comissão, explicou Barroso, é para "garantir a lisura das investigações e assegurar a inviabilidade de qualquer atuação indevida do parlamentar sobre o objeto da apuração."

Rodrigues poderá retomar seu cargo – atualmente vago. O estado ficou com apenas dois senadores durante o afastamento do parlamentar, Mecias de Jesus (Republicanos) e Telmário Mota (Pros). Pedro Arthur Ferreira Rodrigues (DEM-RR), filho e primeiro suplente do senador, não chegou a ser convocado para assumir a vaga.


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