Partidos discutem adesão aos atos contra Bolsonaro no dia 12

Os representantes partidários do PT, PSDB, REDE, DEM, PSB, PSL, PV e Cidadania participaram de uma reunião na noite da última terça-feira (7), após os atos convocados pelo presidente Jair Bolsonaro para traçar novas estratégias de combate ao atual governo. Entre elas, a participação nos atos marcados para o próximo dia 12 de setembro.

A nova manifestação é articulada por movimentos como MBL e Vem pra Rua e tem o objetivo de atrair partidos de centro e centro-esquerda para os atos, em uma tentativa de superar as manifestações de terça-feira (7).

Entre os convidados, encontram-se a senadora Simone Tebet (MDB-MS), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e o ex-candidato à Presidência pelo Novo, João Amoedo. Todos eles são cotados para concorrer à sucessão de Bolsonaro na tentativa de se romper a polarização entre o atual presidente e o ex-presidente Lula (PT).

A princípio, a palavra de ordem pregada pelo MBL aos atos, segue a linha “nem Lula nem Bolsonaro”. No entanto, os participantes do grupo Direitos Já – Fórum pela Democracia, buscam seguir pelo viés do "Fora Bolsonaro" e não dar palco para discussões eleitorais.

O grupo prepara uma série de ações para reacender a pressão pelo impeachment de Jair Bolsonaro. Os líderes discutiram também um calendário de ações para este mês de setembro e a organização de um ato internacional, com a presença de políticos com diversas ideologias e personalidades. O evento acontecerá na quarta (15), virtualmente e com o objetivo de expor o estrago à imagem do Brasil no exterior, causado pelo governo Bolsonaro.

O evento terá participação de  Lula, Dilma, Tarso Genro, Gleisi Hoffmann, Marina Silva, Randolfe Rodrigues e José Aníbal. Também aderiram representantes do DEM, PSB, PSL, PV e Cidadania.

A frente também prepara um pedido de audiência com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) para que a tramitação dos pedidos de impeachment destrave e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para expressar solidariedade.

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