Para Mandetta, Guedes pega carona em auxílio para tirar recursos da saúde e educação

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou nesta terça-feira (23) a ideia do governo federal de retirar os investimentos mínimos em saúde e educação.

Ao comentar a medida presente em uma versão preliminar da proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que dá o arcabouço fiscal para a volta do pagamento do auxílio emergencial, o ex-ministro de Jair Bolsonaro criticou o ex-colega de Esplanada Paulo Guedes, ministro da Economia.

"É um retrocesso enorme. Um desejo antigo da equipe econômica que pega carona para atingir seu objetivo de retirar recursos da saúde e da educação. Erro!", disse Mandetta ao Congresso em Foco.

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O texto foi acordado com a equipe econômica do governo federal e apresentado a senadores governistas na segunda-feira (22). O parecer ainda pode ser modificado pelo relator ou por meio de emendas durante a votação no Senado, marcada para esta quinta-feira (25).

O líder do PSDB no Senado e relator da regulamentação do Fundeb, Izalci Lucas (DF), acredita que a medida não passa na votação marcada para esta quinta-feira (25). "Um absurdo. Não tem a mínima possibilidade de aprovação", disse ao Congresso em Foco.

Hoje os estados precisam destinar 12% da receita à saúde e 25% à educação. Os municípios devem vincular 15% da receita em saúde e 25% em educação. Já o governo federal é obrigado a não reduzir os investimentos nas duas áreas e o valor precisa ser corrigido pela inflação do ano anterior.

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