Líderes do governo desistem de presidência do Senado e MDB fica entre Simone e Braga

Os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE), e no Congresso, Eduardo Gomes (TO), desistiram de disputar a indicação do MDB para a presidência do Senado. A decisão foi confirmada pelo Congresso em Foco com um dos colegas de bancada de Gomes e Bezerra.

Desta forma, a escolha da candidatura do partido está entre a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MS), e o líder da sigla, Eduardo Braga (AM). A ideia é definir o nome até o fim desta semana.

As desistências dos senadores governistas acontecem após o presidente Jair Bolsonaro confirmar que apoia o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) como sucessor de Davi Alcolumbre (DEM-AP). A candidatura do mineiro é articulada pelo atual presidente do Senado e conta com o apoio do PSD (11 senadores), Pros (3) e Republicanos (2).

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Pacheco e os dois pré-candidatos do MDB se movimentam nesta semana para garantir o maior número de alianças na disputa.

Os seis senadores do PT tendem a apoiar Pacheco, mas uma ala do partido não descarta uma composição com o MDB. Dentro do MDB, Braga é quem mais dialoga com os petistas.

O PSDB, com sete senadores, tem proximidade com Simone Tebet e o nome dela também tem simpatia no Podemos, com nove senadores.

Os sete senadores do PP ainda não definiram data para fechar uma posição, mas a cúpula do partido espera que seja nesta semana. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), não descarta nem o apoio a Pacheco, nem a algum candidato do MDB. "Estamos analisando tudo", disse ao Congresso em Foco.

O primeiro partido a se reunir para definir posição é o PT, que se encontra nesta segunda-feira (11). Também estão previstos encontros do MDB na quinta-feira (14), e uma reunião conjunta do PSDB e Podemos também na próxima quinta.

 

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