Freixo diz que milícias têm digitais de Bolsonaro e pede CPI na Câmara

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ), que presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em 2008, quer instalar, agora na Câmara Federal, nova CPI para investigar a atuação dos criminosos. Em discurso na Câmara nesta quarta-feira (28), o parlamentar afirmou que a expansão das milícias é resultado da relação com a política e afirmou haver as "digitais" da família Bolsonaro neste processo.

"Mais de 70% da população está dominada por algum grupo criminoso na cidade do Rio de Janeiro [...] E isso é um projeto de poder. Um projeto de poder que tem as digitais da família que hoje está no Palácio do Planalto. Porque vem de lá esta relação de crime, polícia e política se nacionalizou através da eleição de Bolsonaro", disse o deputado.

"Não é um Estado paralelo.  É um projeto de sociedade miliciana que interessa à muita gente, que interessa a fragilidade das instituições, a violência policial, a fragilidade da lei. É um projeto de sociedade que está em disputa no Brasil", afirmou.

"Esse projeto de mexicanização, que hoje tem seu representante da relação entre crime, polícia e política no Palácio do Planalto tem que ser enfrentado. Nós temos que aqui abrir uma CPI da Milícia e investigar", disse ainda Freixo.

Relatório

Na tribuna, o deputado apresentou um relatório feito por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense que mostra a expansão da milícia na cidade do Rio de Janeiro. Segundo Freixo 41 bairros da cidade estão sob domínio miliciano.

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