Davi Alcolumbre oferece cargo na Mesa ao MDB por apoio a Pacheco

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), entrou em contato com o líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), para oferecer ao partido o cargo de primeiro vice-presidente da Casa no bloco do candidato Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

O MDB concorre com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que disse ao Congresso em Foco que não vai desistir da candidatura ao comando do Casa.

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Os senadores do MDB se reuniram nesta quarta para avaliar os rumos da legenda, mas não foi batido o martelo sobre a composição com o bloco de Pacheco. As conversas para definir se o MDB vai entrar ou não no grupo do mineiro vão continuar nos próximos dias.

"Ele [Davi Alcolumbre] saiu da minha casa hoje pedindo que nós aguardássemos amanhã uma conversa com ele. A reunião hoje da bancada definiu que seria uma conversa minha e do senador Marcelo Castro com ele", disse Braga ao Congresso em Foco.

Apesar da negociação para entrar na aliança com Pacheco, o líder do MDB disse que Simone Tebet tem muitos votos de emedebistas e que é natural que continue candidata. "Se eu estivesse no lugar da Simone, eu também era candidato nem que fosse avulso [ou seja, sem o apoio formal do partido]".

"Não existe bloco, existe voto, e cada senador é um voto. O que fizemos hoje dentro da bancada foi uma avaliação. Agora eu lhe digo, a senadora Simone tem muitos votos dentro do MDB, independentemente de outros senadores que não votem, votem em Rodrigo Pacheco, mas ela tem muito voto dentro do MDB. Eu mesmo voto na Simone", declarou o senador amazonense.

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Ao site, um senador emedebista que apoia Pacheco reconheceu ser difícil a retirada da candidatura de Simone Tebet.

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) comentou, por meio do Twitter, sobre a reunião do partido e disse que Eduardo Braga foi reconduzido para a liderança do MBD para os anos de 2021 e 2022 e que a candidatura de Simone Tebet à presidência do Senado está mantida.

O senador do DEM de Minas Gerais é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro e tem em sua aliança nove partidos, incluindo os de oposição ao governo, PT e PDT. Tebet tem o apoio de quatro partidos e dialoga com grupos da sociedade civil organizada, como economistas, empresários e organizações em defesa dos direitos da mulheres e dos negros.

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