“BolsoLira constrange até aliados de Bolsonaro”, diz vice-presidente do PSL

O vice-presidente do PSL, deputado Júnior Bozella (SP), fez nesta segunda-feira (4) críticas ao deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato a presidente da Câmara. O congressista, que apoia Baleia Rossi (MDB-SP), também acusou o presidente Jair Bolsonaro de lotear cargos públicos em troca do apoio a Lira.

"O 'BolsoLira' constrange até os aliados do presidente. O que o Bolsonaro está tentando fazer é comprar o Congresso Nacional numa espécie de golpe de Estado moderno, onde o país ficaria refém dos seus desmandos", declarou ao Congresso em Foco.

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As falas de Bozella são uma resposta a um artigo escrito por Lira publicado no jornal O Globo no domingo (3). O líder do PP criticou o bloco de Baleia Rossi e o classificou como "Centrão gourmet". O PSL faz parte do grupo, mas há deputados governistas do partido que vão apoiar Lira.

"A diferença é que quem vota favorável do nosso lado, vota de graça, por convicção e senso de responsabilidade com o país. Não precisa se abduzido, nem cooptado pelo fisiologismo e muito menos estuprar os cofres públicos através de troca de cargos e emendas", vaticina Bozella.

"Sem dúvida alguma apoiar o BolsoLira é dar um cheque em branco para alguém que já se mostrou incapaz de governar o país. Sem dúvida alguma seriam tempos de trevas para o Brasil", continuou.

O deputado do PSL também elencou uma série e acusações contra Lira e o governo federal:

"Loteamento de cargos, dólar nas alturas, recessão econômica, desemprego, negação da pandemia, recordes de casos e mortes pela covid-19, país sem vacina, autoritarismo, ataques às instituições, defesa da manutenção do foro privilegiado, fim da Lava Jato, juiz de garantias, fim da prisão em segunda instância, enfim, vistas grossas para a corrupção!"

No texto publicado no domingo, Arthur Lira criticou a condução do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), padrinho da candidatura de Baleia e disse que ele limita a deputados próximos os papéis de destaque na Câmara.

"Nos últimos anos, o dia a dia dos deputados lembrava aquele jogo de meninos no playground: a bola só rolava quando o dono deixava. Queremos mudar isso. Meu compromisso sempre foi de tocar a bola com os outros 512 deputados federais, sem birra, sem surpresas. Comigo, todo mundo joga e tem espaço".

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