Roma quer fugir de crise no DEM e diz que ministério é missão do Republicanos

O novo ministro da Cidadania, João Roma, disse em entrevista ao Congresso em Foco que quer evitar conflitos partidários que surgiram depois da eleição de Arthur Lira (PP-AL) como presidente da Câmara.

"Estou enfrentando muitos problemas aqui. [Sobre conflitos após a] eleição na Câmara pergunta para o líder do governo, pergunta para Arthur Lira, deixa eu focar em organizar as coisas, tomar pé da situação e ver os desafios."

Roma é deputado pelo Republicanos da Bahia, mas virou um dos personagens da crise no DEM. O novo ministro é amigo próximo do presidente do DEM e ex-prefeito de Salvador (BA), ACM Neto. O dirigente partidário tentou convencer o aliado a recusar o cargo porque quer evitar reforçar o discurso de que o DEM aderiu ao bolsonarismo.

O discurso de governismo já havia sido impulsionado após o DEM apoiar Arthur Lira, eleito presidente da Câmara com o esforço de Bolsonaro, e abandonar o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), que queria eleger Baleia Rossi (MDB-SP) como seu sucessor. Maia tem feito fortes críticas a ACM Neto e anunciou que vai sair do partido.

"Esse é um ministério muito importante, trata de ajudar os brasileiros que mais precisam, a missão é não deixar ninguém para trás, é uma missão árdua, momento que exige união de todos. É isso que vou me dedicar com todo afinco, precisava cumprir essa missão partidária e acho que isso é muito importante para o Brasil e para esses brasileiros que de fato precisam da nossa ação", afirmou João Roma.

Embora sua escolha tenha passado por uma negociação entre o presidente Jair Bolsonaro e o Republicanos, ACM Neto dizia a aliados antes mesmo da oficialização do amigo no cargo que temia que "a conta viesse para ele".

A Cidadania é a pasta responsável por programas bilionários, como o Bolsa Família, e pelo auxílio emergencial. Roma evitou dar detalhes de como serão suas ações no ministério e disse que vai fazer uma transição com seu antecessor, Onyx Lorenzoni, que agora vai para a Secretaria Geral da Presidência. "Tenho que chegar em Brasília, sentar com Onyx, ter uma transição, não quero estar falando enquanto não assumir".

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