Em inglês, Gilmar Mendes acusa Ernesto Araújo de propagar fake news

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o chanceler Ernesto Araújo de propagar fake news com a intenção de eximir o governo federal de responsabilidade pela dimensão da pandemia no país. Em mensagem em inglês no Twitter, Gilmar chamou de fake news as críticas feitas pelo ministro das Relações Exteriores a uma reportagem da CNN internacional sobre o descontrole da covid-19 no Brasil.

Ernesto Araújo escreveu que o colapso aconteceu "depois de a Suprema Corte decidir em abril de 2020 que os governos estaduais - não o presidente - têm praticamente toda a autoridade para estabelecer/gerenciar todas as medidas de distanciamento".

Gilmar Mendes repostou o comentário do ministro, alertando que se tratava de uma mentira. "Aqui está o verdadeiro fato: a Suprema Corte Brasileira determinou que as administrações Federal, estaduais e municipais tem a autoridade para adotar medidas de distanciamento social. Todos os níveis de governo são responsáveis pelo desastre que estamos enfrentando", afirmou o magistrado.

No trecho da reportagem da CNN propagado pelo ministro Ernesto Araújo, um especialista analisa que o colapso na saúde por conta da covid-19 no Brasil ocorre por falta do respeito aos protocolos de segurança. A reportagem critica também a gestão do governo Federal na gestão da crise e a lentidão do plano de imunização.

O especialista entrevistado pelo canal, Dennis Carroll, afirma que é preciso "repensar sobre como a liderança trata deste problema, está claramente colocando o Brasil em risco". Ele afirma ainda que essa atitude também é uma ameaça para o mundo. O especialista lembra que no passado o país era uma liderança em assistência social de saúde e uma referência em vacinação. "Eles têm a infraestrutura e a capacidade para tratar deste vírus. É um problema de liderança, que está falhando na mobilização".

Mais tarde, o chanceler rebateu o ministro em mais uma postagem, afirmando que o governo Federal está pagando a conta da decisão do STF.  "Leia de novo por favor", iniciou Araújo, "eu disse 'depois de uma determinação da Suprema Corte' como 'uma consequência de', não 'como literalmente declarado' e eu disse 'na prática', indicando os reais efeitos da determinação. Na prática, os governos estão determinando as medidas que querem e o governo Federal paga a conta", afirmou.

Desde o início da pandemia, os governadores estão exigindo medidas mais efetivas dos governo federal na contenção da crise sanitáriaque já levou a mais de 270 mil mortos no Brasil, tornando o país como o segundo lugar em óbitos pela covid-19 no mundo.

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