Morre Roger Agnelli, ex-presidente da Vale do Rio Doce

Avião particular em que estava matou também sua mulher, o filho e sua namorada e a filha com o marido, além do piloto. Aeronave se chocou com casa na zona norte de São Paulo

Divulgação
O ex-presidente da Vale do Rio Doce Roger Agnelli morreu em um acidente de avião na zona norte de São Paulo, pouco depois das 15h deste sábado (19), a cerca de 200 metros de uma pista de pouco do Campo de Marte. Sete pessoas morreram no desastre: Agnelli estava em companhia da mulher, do filho e sua namorada, a filha com o marido e o piloto.

A aeronave se chocou com uma casa, surpreendendo cinco moradores. Eles sofreram apenas ferimentos leves. Ainda não há informações detalhadas sobre a causa do acidente.

Agnelli tinha 56 anos e, entre outras realizações, conduziu o processo de internacionalização da Vale, alçando-a ao posto de segunda maior mineradora do mundo. Ele ficou à frente da empresa entre 2002 e 2011. Na época, confrontou o então presidente Lula, em 2008, quando resolveu demitir milhares de pessoas como resposta à crise econômica mundial daquele ano – episódio que o petista classificou, à época, como marolinha. Coincidência ou não, o país foi um dos que mais favoravelmente reagiu à turbulência dos mercados.

Roger iniciou sua carreira de executivo de multinacional no Bradesco, onde chegou muito jovem para trabalhar. O banco é um dos mais importantes acionistas da mineradora, privatizada em 1996 e indiretamente responsável pelo rompimento das barreiras de contenção de rejeito de minério em Mariana (MG), o mais grave desastre ambiental da América Latina. A Vale é a controladora principal da Samarco, empresa responsável pela barragem que rompeu.

“Poderia ter sido pior”

A aeronave que vitimou Agnelli e seus familiares é um jato modelo CA-9, prefixo PR-ZRA. Uma operação de emergência envolvendo quase 50 homens e 14 viaturas de resgate encerrou há pouco os trabalhos no local, à rua Frei Machado, número 110, bairro da Casa Verde.

De acordo com o major do Corpo de Bombeiros Hengel Pereira, o acidente “poderia ter sido muito pior”. “Por mais triste que seja, o resultado foi o menor possível”, disse o militar, segundo informações da Agência Estado. A casa está interditada pela Defesa Civil, pois corre o risco de desabamento.

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